Semana 6:
“Não desço
para ir esperá-lo na praia e lhe apertar a mão; mas dou meu silencioso apoio,
minha atenção e minha estima a esse desconhecido, a esse nobre animal, a esse
homem, a esse correto irmão.”
("Homem no mar", Rubem Braga)
Nesta
crônica, o autor, Rubem Braga, expressa um sentimento que todos nós já
sabemos por ter sentido antes, embora é um sentimento difícil explicar direito:
a empatia. Eu diria que a empatia é o desejo de ajudar alguém
que está sofrendo quando não temos jeito de estar lá com eles
fisicamente. Também diria que é a vontade que bate na hora de olhar
do ônibus para a rua e ver alguém, um desconhecido, correndo atrás.
- Corra! Pensamos,
assistindo calado, enquanto torcemos pela pessoa, Corra, que o motorista não
vai esperar!
Meu exemplo
não é tão inspirador como o exemplo utilizado na crônica por Sor. Braga (é mais
engraçado que nada), mas ambos cheguem à mesma conclusão: nossos sentimentos
são ligados, até certo ponto, aos sentimentos das pessoas ao nosso redor. Ao assistir
o homem que está nadando no mar, o narrador da crônica sente que a “imagem [daquele] homem [lhe] faz bem” por causa da
calma energia e a tranquilidade com que ele avança pelo mar. O narrador sente
que está fazendo ele bem porque ele está demonstrando características positivas
como determinação e calma, e o narrador (pelo menos enquanto ele assiste) consegue
sentir traças destas mesmas características em si. Contudo, o exemplo do ônibus
prova que a empatia nem sempre é algo beneficial aos observadores, pois, assim
como podemos compartilhar os momentos bons, podemos compartilhar também os
momentos ruins. Por isto sentimos pena por aquele cara que perdeu seu ônibus.