Thursday, February 11, 2016


Semana 6:

“Não desço para ir esperá-lo na praia e lhe apertar a mão; mas dou meu silencioso apoio, minha atenção e minha estima a esse desconhecido, a esse nobre animal, a esse homem, a esse correto irmão.”

("Homem no mar", Rubem Braga)



Nesta crônica, o autor, Rubem Braga, expressa um sentimento que todos nós já sabemos por ter sentido antes, embora é um sentimento difícil explicar direito: a empatia.  Eu diria que a empatia é o desejo de ajudar alguém que está sofrendo quando não temos jeito de estar lá com eles fisicamente. Também diria que é a vontade que bate na hora de olhar do ônibus para a rua e ver alguém, um desconhecido, correndo atrás.



- Corra! Pensamos, assistindo calado, enquanto torcemos pela pessoa, Corra, que o motorista não vai esperar!



Meu exemplo não é tão inspirador como o exemplo utilizado na crônica por Sor. Braga (é mais engraçado que nada), mas ambos cheguem à mesma conclusão: nossos sentimentos são ligados, até certo ponto, aos sentimentos das pessoas ao nosso redor. Ao assistir o homem que está nadando no mar, o narrador da crônica sente que a “imagem [daquele] homem [lhe] faz bem” por causa da calma energia e a tranquilidade com que ele avança pelo mar. O narrador sente que está fazendo ele bem porque ele está demonstrando características positivas como determinação e calma, e o narrador (pelo menos enquanto ele assiste) consegue sentir traças destas mesmas características em si. Contudo, o exemplo do ônibus prova que a empatia nem sempre é algo beneficial aos observadores, pois, assim como podemos compartilhar os momentos bons, podemos compartilhar também os momentos ruins. Por isto sentimos pena por aquele cara que perdeu seu ônibus.








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